Raposa-de-orelhas-pequenas Atelocynus microtis)

Raposa-de-orelhas-pequenas

Nome popular

Raposa-de-orelhas-pequenas, cachorro-de-orelhas-pequenas, cachorro-do-mato-de-orelhas-curtas.

Nome científico

Atelocynus microtis.

Distribuição geográfica

Bacia amazônica brasileira, Peru, Equador, Colômbia, uma porção ao Sul do território brasileiro e, possivelmente, Venezuela.

Habitat

Floresta Tropical.

Hábitos alimentares

As informações sobre a alimentação deste animal limitam-se a observações de indivíduos em cativeiro, que mostraram uma dieta carnívora. Supõem-se que, quando em liberdade, alimentam-se também de frutas quando as presas são escassas.

Tamanho

Seu corpo possui por volta de 25 cm de altura e de 42 a 100 cm de comprimento. A cauda possui 30 cm.

Peso

De 9 a 10 Kg.

Período de gestação

Desconhecido.

Número de filhotes

Muito pouco se sabe sobre a reprodução da raposa-de-orelhas-pequenas. Acredita-se que o número de filhotes seja pequeno, em torno de 2. Esta informação vem da observação de 3 tocas onde foram encontrados dois filhotes em cada uma.

Características da reprodução

Desconhecido.

Particularidades

A raposa-de-orelhas-pequenas possui cabeça larga, patas relativamente curtas e delgadas e uma longa e espessa cauda. As orelhas são pequenas proporcionalmente quando as comparamos com as de outras espécies de cães selvagens. As pontas de seus caninos são visíveis, mesmo quando está de boca fechada. Tem uma pelagem curta e dura, a qual é marrom ou negra, mudando para uma tonalidade mais avermelhada nas partes de baixo do corpo.

As fêmeas são maiores do que os machos, embora estes sejam dominantes. A ponta da cauda da raposa-de-orelhas-pequenas é particularmente sensível e, quando o animal está excitado, os pelos se arrepiam. Além disso, quando os machos estão excitados, expelem um forte odor. Observações de espécies em cativeiro mostram que a raposa-de-orelhas-pequenas move-se com graça e leveza, o que não é uma característica comum dos membros de sua família.

É um animal extremamente raro. Está protegido por lei no Brasil e Peru e está na lista brasileira de animais ameaçados de extinção.

Pouco se sabe sobre este raro animal. A maior parte das informações deriva da observação de espécies em cativeiro. Indígenas têm relatado que observaram indivíduos solitários e que são mais ativos à noite.

Seu nome científico (Atelocynus microtis) significa "cão imperfeito de orelhas pequenas", do grego "atelo" (imperfeito) e "cynus" (cão), e do latim "micro" (pequeno) e "otis" (orelha).

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